ECO LÓGIKA


29/01/2012


2012 - ANO INTERNACIONAL DA ENERGIA

Programa Reporter Eco Tv Culturawww.cmais.com.br/reportereco 

Entrevista José Goldemberg- físico, professor da USP:

"Mudanças Climáticas e Energia são irmãos siameses: eles vão juntos".


Entrevista com Délcio Rodrigues/ físico, pesquisador associado a ONG Vitae Civilis:

"Se a gente tiver apostando em energias renováveis nós estamos apostando no futuro. Se a gente apostar o petróleo, no gás, no carvão, a gente tá apostando no passado e com todos os problemas do passado, com poluição, com contaminação local, com vazamentos como o que a gente viu na Bacia de Campos recentemente, mas também em perturbações climáticas muito relevantes".

Cerca de um bilhão e quatrocentos milhões de pessoas no mundo todo tem péssimas condições de vida por não ter acesso à energia elétrica. Por conta disso a Organização das Nações Unidas decidiu eleger 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos. A idéia é que até 2030 todo mundo no Planeta tenha acesso à energia, a economia do recurso seja de 40% e o incremento no uso de energias renováveis de 30%".

Entrevista com Délcio Rodrigues/ físico, pesquisador/ONG Vitae Civilis:

"Acho que é possível cumprir mas é um investimento muito sério em termos de políticas públicas, depende muito de vontade porque não é uma coisa natural para o mercado. Hoje a evolução do mercado ainda tem sido o aumento do investimento em petróleo e gás. Descobertas importantes estão acontecendo como o Pré Sal no Brasil, áreas de exploração novas no Mar do Norte, então existe uma força muito grande de alguns países em obter a sua independência energética que o caso dos EUA, todos esses sao fatores que levam para o fóssil."

Entrevista com José Goldemberg/ físico, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Usp,ex-Ministro de Meio Ambiente:

"O Brasil tem uma matriz energética renovável em quase 50%.De todos os países do mundo o Brasil e a Noruega são os que tem melhor matriz energética do ponto de vista de energias renováveis. Eu considero fundamental manter isso. Acontece que setores do governo são tão fascinados com o Pré Sal que eu acho que eles estão colocando em risco essa situação maravilhosa que é a situação do Brasil. Há tal investimento no Pré Sal que acaba desviando atenção e recursos do governo de outras áreas".

Délcio Rodrigues comemora o crescimento das energias renováveis no Brasil, principalmente da eólica. Com os investimentos em andamento,vai chegar a três por cento do total gerado no país. A energia solar também vem ganhando espaço.

Entrevista com Délcio Rodrigues/ físico, pesquisador/ONG Vitae Civilis:

"Nós fizemos um projeto que chama Cidades Solares que tem promovido políticas públicas pró energia solar nas cidades brasileiras. Começou com uma meta bastante modesta, em 2006 nos queríamos chegar em 2010 com dez cidades discutindo leis pró solar. Nós chegamos com vinte municípios com leis aprovadas. Nós percebemos que na verdade tem uma vontade da sociedade muito maior do que a gente achava que tinha."

Autor:
Editora-chefe:Vera Diegoli.Reportagem:Cláudia Tavares. Edição de Texto:Mylene Parisi. Pauta:Marici Arruda. Produtor:Maurício Lima. Edição de Imagens:João Kralik.

Escrito por marizete assis às 18h34
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17/12/2011


CONSTRUÇÃO E REFORMA SUSTENTÁVEL

Texto e reportagem: programa Reporte Eco Tv Cultura - www.cmais.com.br/reportereco 

Lançado livro que mostra como economizar dinheiro e recursos naturais na reforma de casa ou construção de um imóvel

Numa metrópole como São Paulo, novas construções nascem e antigas vão ao chão num ritmo vertiginoso. Você já imaginou a quantidade de recursos naturais como água, areia e madeira, só para citar alguns, são consumidos a cada obra? A construção civil movimenta a economia mas envolve a produção de muitos resíduos sólidos e emissões de gases que provocam o aumento da temperatura no Planeta. Não é à toa que muitas instituições se preocupam com o tema.
Faz parte da Coleção Cadernos de Educação Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo a publicação Habitação Sustentável. Ela traz dicas sobre eficiência energética, conservação de água e uso de madeira produzida sem destruir florestas, entre outras. Voltada para as redes pública e particular de ensino, pode servir também aos cidadãos comuns.
Entrevista com Denize Cavalcanti/assessora da Coordenadoria de Planejamento Ambiental.
"É justamente no sentindo de implantar desde a infância aquela preocupação com critérios sócioambientais sem deixar de lado a questão econômica"
Redução no consumo de água e de energia, que deve ser produzida preferencialmente a partir de fontes alternativas. Esses são dois tópicos básicos quando se fala em Habitação Sustentável.
Denize escreveu o livro em parceria com a tecnóloga ambiental Christiane Tajiri e o arquiteto Luiz Potenza. O trio mostra a reforma feita em um dos andares do prédio onde funciona a Coordenadoria de Planejamento Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. O piso de material plástico, derivado do petróleo, foi substituído por este fabricado com juta, fibra natural, e pó de madeira, resíduo das madereiras. Paredes e divisórias de gesso substituíram as de Eucatex porque já existe uma rede de recicladoras que garante destinação adequada e reaproveitamento depois do uso. O teto de alumínio, que esquentava muito e fazia reverberar o som foi substitutído por este de fibra mineral que resolveu o problema. As novas lâmpadas são mais econômicas e duram mais. Os novos aparelhos de ar condicionado gastam menos energia. Torneiras e descargas poupam água.
Entrevista com Luiz Potenza/arquiteto, diretor do Centro de Projetos de Coordenação de Planejamento Ambiental:
"P:Depois de passar por esta reforma, que já faz uns dois anos, o que você diria para quem vai construir ou reformar?
R: A grande dica para os arquitetos e engenheiros é que toda a vez que você for fazer um projeto novo que você pesquise os materiais porque a evolução é muita rápida, da qualidade de materiais".
Este escritório de Arquitetura criar projetos que impactam menos, escolhendo a dedo inclusive o material para decoração. A arquiteta Luciana Tomas mostra que neste ambiente o deck é feito de bambu. A base da tinta que deixa a parede com aparência de concreto é água, o que é melhor para a saúde de quem aplica e de quem mora. A lareira funciona à álcool e não à lenha. Os espelhos foram fabricados com baixo teor de chumbo.

Cadernos de Educação Ambiental
site da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo
www.ambiente.sp.gov.br/uploads/arquivos/cadernos/ecocidadao.pdfSimilares

Autor:
Editora-chefe:Vera Diegoli.Reportagem:Cláudia Tavares. Edição de Texto:Mylene Parisi. Pauta:Marici Arruda.

     (imagns da internet)

 

Escrito por marizete assis às 22h59
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28/03/2011


CORRIGIR ANTES QUE SEJA TARDE

 

Os custos econômicos e sociais do desperdício



Por Dal Marcondes*, da Envolverde

Em quatro anos, mais da metade das cidades brasileiras terão problemas sérios de abastecimento de água.

Quando a colônia brasileira começou a ser ocupada em 1500, e os europeus começaram a fundar cidades, pequenas fontes de água bastavam para abastecer uns poucos cidadãos e animais. Ficar perto de grandes rios não era parte dos planos de José de Anchieta e Manoel da Nóbrega. O Colégio dos Jesuí-tas fincou pé num outeiro, lugar apropriado para se defender dos possíveis ataques de índios, mas com muito pouca água. Contudo, dessa vila nasceu São Paulo, metrópole de quase 20 milhões de habitantes que precisam de cerca de 80 litros de água tratada por pessoa, ao dia, para suas necessidades domésticas. Um volume que já não consegue mais ser atendido pelos mananciais próximos, que, pelos critérios da ONU, têm sete vezes menos a capacidade necessária à população que atendem. É preciso ir buscar o líquido cada vez mais longe e tratar águas cada vez mais poluídas, a fim de torná-las próprias para o consumo.

Um levantamento recém-divulgado pela Agência Nacional de Água (ANA) aponta que o problema do abastecimento é generalizado pelo País. Dos 5.565 municípios brasileiros, mais da metade terão problemas de abastecimento até 2015. E para tentar adiar o problema por ao menos uma década será preciso desembolsar 22 bilhões de reais em obras de infraestrutura, construção de sistemas de distribuição, novas estações de tratamento e manutenção de redes muito antigas, que perdem mais de 30% da água tratada antes de chegar à casa dos clientes. E nesse valor não estão incluídos os recursos necessários para resolver o problema do saneamento básico, com a construção de sistemas de coleta de esgoto e estações de tratamento, de forma a proteger os mananciais onde se faz a captação para consumo humano. Para isso, segundo a ANA, serão necessários outros 47,8 bilhões de reais.

Os investimentos não são necessários apenas porque 13% dos brasileiros não têm um banheiro em casa, ou porque mais de 700 mil pessoas entopem os serviços de saúde a cada ano em virtude de doenças provocadas pelo contato com água contaminada por esgotos, ou ainda porque sete crianças morrem por dia vítimas de diarreia, engrossando a estatística de mortes por problemas gastrointestinais (em 2009, elas somaram 2.101 casos). Acredita-se que mais da metade poderiam ter retornado com saúde para suas famílias, ou mesmo nem ter ficado doentes, caso o Brasil estivesse entre as nações que oferecem saneamento básico universal à população.

Para tornar a situação ainda mais dramática, um pesquisador da Universidade do México, Christopher Eppig, concluiu: crianças que enfrentam doenças, principalmente ligadas a diarreia e desidratação, podem ser afetadas em seu desenvolvimento intelectual. Segundo ele, a explicação é simples. Alguns parasitas alimentam-se de partes do corpo humano e a reposição desse dano tem alto custo energético. “Em um recém-nascido, 87% das calorias absorvidas na alimentação vão para o cérebro, porcentagem que cai para 23% na fase adulta. Daí a preocupação em se saber se doenças que “roubam” energia das crianças podem afetar seu desenvolvimento intelectual.”

Especialistas apontam que a questão da água, ao menos no caso brasileiro, está mais ligada a problemas relacionados à gestão do que à escassez propriamente dita. Com 12% da água doce superficial do planeta, grande parte dela na Bacia Amazônica, o País deveria estar tranquilo em relação ao futuro do abastecimento. Mas a distribuição da água pelo território é desigual, principalmente quando comparada à concentração da população. A Região Norte tem 68% da água e apenas 7% da população. O Nordeste e o Sudeste concentram 72% dos habitantes e menos de 10% da água. O cientista José Galizia Tundisi, autor do livro “Água no Século XXI” e especialista nas dinâmicas de rios, lagos e outros mananciais, acredita que uma das primeiras providências a serem tomadas para melhorar a gestão dos recursos hídricos é “realizar a avaliação econômica dos serviços prestados pelos recursos dos ecossistemas aquáticos”. Para ele, instituir um valor para esses serviços é a base para uma governança adequada, essencial para o controle de clima, o abastecimento e a produção de energia e alimentos, entre outras atividades humanas.

Muitas empresas compreenderam o desafio e estão adiantadas na gestão dos usos de água em seus processos produtivos. A indústria de celulose, por exemplo, reduziu em quase 50% suas necessidades de água por tonelada de produto desde a década de 1970. Segundo a associação do setor, a média era de 100 metros cúbicos de água por tonelada de celulose e caiu para apenas 47 metros cúbicos atualmente. Outros setores seguiram a mesma linha, não apenas ao reduzir a quantidade de água necessária por unidade de produto, mas ao implantar sistemas de tratamento de águas industriais que permitem fechar o ciclo entre o uso e o reúso, como é o caso da germânica Basf em suas unidades do ABC Paulista e Guaratinguetá. Nos últimos dez anos, a companhia conseguiu reduzir em 78% o consumo de água por tonelada produzida e em 62% a geração de efluentes de seus processos industriais. São exemplos que poderiam ser difundidos por diferentes setores, pois a água é um insumo fundamental à agricultura e à indústria. Sua gestão não tem relação apenas com o bem-estar da população, mas com a saúde da economia.

Quase tudo que é produzido no País tem sua cota de água embutida. Os especialistas denominam de “água virtual”. Como exemplo, para se produzir 1 quilo de arroz são necessários 3 mil litros de água, e 1 quilo de carne bovina precisa de 15,5 mil litros. Uma simples xícara de café não gasta menos do que 140 litros de água. Não é que essa água desapareça depois de servido o cafezinho, mas para se chegar aos produtos tão necessários nas mesas das pessoas é preciso que ela esteja não apenas disponível, mas limpa, isenta de contaminações por esgotos ou produtos químicos. E há mais. Para um automóvel chegar à garagem dos brasileiros, o consumo de recursos hídricos chega a 150 mil litros. Ou seja, a economia precisa, e muito, de água de boa qualidade. Isso sem mencionar o fato de que 18% das faltas de trabalhadores ao serviço poderiam ser evitadas com uma gestão mais eficaz dos recursos hídricos.

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, o estudo lançado pela ANA é um primeiro passo para um importante debate sobre como o estresse hídrico dos mananciais afeta o abastecimento das principais regiões metropolitanas e piora a situação da água em todos os municípios brasileiros. Para ela, é necessário encarar o fato de que a segurança no abastecimento de água é estratégica e que o recurso é escasso. “Precisamos investir na infraestrutura, mas também mudar a forma de usar esse recurso e coibir os desperdícios”, disse na terça-feira 22, escolhido para ser o Dia Mundial da Água. Segundo a ministra, os investimentos necessários para minimizar os problemas com água, estimados pela ANA em 22 bilhões de reais, já estão sendo feitos em diversas esferas de governo, nas obras do PAC, do governo federal, e por estados e municípios. Ela lembra, porém, que existem fatores que dependem de mudanças de comportamento da sociedade. “Há um grande desperdício de água pelas populações e empresas que têm acesso ao recurso e não o tratam como um bem escasso.”

A questão da gestão dos recursos hídricos passou por uma grande transformação no Brasil no fim do século passado, quando as empresas estaduais de água e saneamento perderam o monopólio do mercado. Muitas foram municipalizadas e outras privatizadas, além de terem continuado a existir companhias estaduais, como o caso da Sabesp, em São Paulo, uma referência para o setor. A Sabesp é a única empresa de saneamento a fazer parte do Índice Dow Jones Sustainability, e do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&F-Bovespa, a Bolsa de Valores de São Paulo. Mas o período de mudanças no País não foi tranquilo nem a gestão privada se mostrou um bom negócio em todos os casos. A cidade de Manaus, por exemplo, foi a primeira capital a privatizar os serviços. O abastecimento não deveria, aliás, ser problema para um município que tem quase 10% da água doce do planeta a escorrer à sua porta pelos rios Negro, Solimões e Amazonas. Mas não é bem assim. Em 2000, a gestão foi transferida para a francesa Suez, a mesma que, por sua administração desastrada, quase provocou um golpe de Estado na Bolívia.

Para os franceses, parecia fácil. Havia muita água disponível e uma população de quase 2 milhões de habitantes que deveria pagar por ela. Tradicionalmente, o serviço público de água da cidade era muito ruim, portanto, “bastaria oferecer um bom serviço” para a conta fechar. Ledo engano. Como o serviço público nunca funcionou, a elite urbana da cidade nunca dependeu dele. A maior parte das casas e condomínios abastados tem seu abastecimento garantido por poços artesianos, um serviço que, depois de implementado, é de graça, sem conta mensal. A empresa francesa ficou apenas com a gestão do consumo da população pobre e com a obrigação de recolher o esgoto da cidade, pelo qual também não se pagava, uma vez que a taxa de esgoto está embutida na conta de água. Em 2007, a Suez saiu da sociedade com o grupo brasileiro Solvi e a Águas do Amazonas continua privatizada, mas agora sob a gestão de um grupo nacional que teve de renegociar as condições do contrato de concessão com a prefeitura.

Outro mau exemplo foi a municipalização da empresa de água em Guarulhos, uma das maiores cidades da região metropolitana da São Paulo. Apesar de ter uma rede de esgotos que abrange a maior parte do município, a companhia não trata um litro sequer do esgoto coletado. É de lá que vem a poluição que transformou o rio Tietê em um canal fétido e putrefato.

O esgoto não tratado tem impacto sobre outro setor estratégico da economia, o turismo. Principalmente no Nordeste, a presença de “línguas negras” a cruzar praias que deveriam ser refúgios ambientais assusta os operadores turísticos e preocupa o setor hoteleiro. Mas mesmo regiões do “Sul Maravilha”, como Santa Catarina, muito buscada por turistas sul-americanos, padece da falta de infraestrutura. Florianópolis tem apenas 67% de acesso à rede de esgotos, enquanto o badalado município de Canavieiras tem pouco mais de 40% do esgoto coletado. As duas cidades têm as melhores redes estaduais. A quinta colocada não chega a tratar 3% dos dejetos.

Nos próximos anos, o Brasil vai receber grandes eventos internacionais, a começar pela Cúpula das Nações Unidas Rio+20, que reunirá chefes de Estado e de governo para debater os avanços e as crises ambientais do planeta. Em seguida virão a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Um dos indicadores fundamentais de desenvolvimento é o acesso à água de boa qualidade e a coleta e tratamento universal de esgotos, setores em que o País ainda tem muito a caminhar. Dados de 2007 do IBGE mostravam que 90% dos domicílios têm acesso a redes de água tratada. Na área rural, o número não passa de 50%, enquanto no caso da coleta e tratamento de esgotos os dados são completamente díspares. Vão de 40% a 77% de esgotos coletados. Mas apenas 36% passam efetivamente por uma estação de tratamento antes de serem devolvidos aos cursos d’água.

Escrito por marizete assis às 18h52
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07/02/2011


APRENDENDO COM O INTERIOR

Projeto socioambiental gera renda e conservação ambiental

 

Pardinho, município de pouco mais de cinco mil habitantes, fica a 200 quilômetros de São Paulo.No centro da cidade um prédio virou atração.O centro cultural Max Feffer, ligado ao Instituto Jatobás é diferente de tudo o que se viu por aqui. Nele funciona a única biblioteca da cidade.Oficina de sacolas retornáveis e de videos.A cultura serve quase como desculpa para reunir os moradores e falar do que mais interessa: a proteção do meio ambiente.
Entrevista com Luiz Alexandre Mucerino-
vice-presidente do Instituto Jatobás:
"No fim o grande objetivo quando se fala de sustentabilidade é transformar a consciência e o ser humano num novo homem"
A construção do prédio segue os conceitos de sustentabilidade, com telhado de bambu. Placas de energia solar para acender as luzes. E captação da água da chuva.
A semente desse trabalho foi plantada no campo. Aos pés do enorme jatobá, árvore que batizou o instituto, a terapeuta Betty Feffer pensou em um projeto para oferecer qualificação profissional para os moradores e recuperar as áreas verdes da cidade onde nasce o rio pardo. Escolheu como ferramenta dessa transformação o bambu.
Entrevista com Betty Feffer-presidente do Instituto Jatobás:
"O bambu é uma planta extraordinária. Tem mais de 5 mil usos conhecidos no mundo"
No mundo existem mais de 1000 espécies conhecidas de bambu, 300 nativas do Brasil.Recuperar áreas degradadas da fazenda com bambu é um objetivo do Instituto Jatobás. Para isso , um viveiro foi criado há 5 anos e já produziu mais de 50 mil mudas de 5 espécies.
Na oficina ,moradores da região recebem aulas para fabricação de móveis construídos com bambu.
O Instituto Jatobás pretende fincar raízes em Pardinho para depois crescer e dar frutos Brasil afora.

Agradecimentos :
Instituto Jatobás
site:www.institutojatobas.org.br

Autor:
Editora-Chefe:Vera Diegoli.Reportagem e Pauta: Laís Duarte. Edição de Texto:Mariene Pádua. Imagens:Thiago Capelli. Operador de Áudio:Marco Araújo. Auxiliar de Câmera: Rogério Soares.

Escrito por marizete assis às 17h40
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ENTULHO TAMBÉM SE RECICLA

Empresa coleta e reaproveita entulho de obra da construção civil

Caçambas lotadas de entulho por todos os lados da cidade.18 mil toneladas de resíduo.É o que a construção civil produz por dia só em São Paulo.O entulho das caçambas , ao invés de ser despejado em aterros, pode sim ser reciclado e voltar a servir como material básico para a construção civil.
Na região sul,neste aterro de resíduo inerte, nome que se dá ao material que muitas vezes pode ser reaproveitado, não se decompõe em contato com o solo, ou, se degrada muito lentamente e não contamina o lençol freático. Cerca de 70 caminhões descarregam , por dia, 600 toneladas de resíduos da construção civil. No lugar rico em restos de concreto ,tijolos, blocos, pedras, se montou a estação resgate,em parceria com o aterro que também é particular. Uma pequena unidade para reciclar entulho. O engenheiro e responsável técnico pelo projeto lamenta que o material já sai sujo da obra.Assim só quarenta por cento, menos da metade, pode ser reaproveitado:
Entrevista com José Rubens de Paiva Gomes -engenheiro responsável técnico pela estação resgate e pelo aterro de material inerte.
"Sai sujo da obra com madeira, com plástico, com papel e aqui com a estrutura que tem não conseguimos limpar.Boa parte do material que a gente processa sai com areia.Trinta porcento, eu não consigo limpar essa areia, eu conseguiria, mas o processo encareceria.Esse material na areia, no reboco, vai trincar o reboco da casa, no assentamento da argamassa, vai trincar a parede vai ficar com algum comprometimento.Se viesse limpo da obra resolveria bem o nosso problema"
Assim que a caçamba é descarregada, alguns trabalhadores separam o grosso: madeira, papel, plástico que também vão para a reciclagem.O britador pode triturar o material em vários tamanhos. Depois de peneirado, o que entra, sai separado em pedras britas de várias dimensões, além de areia.Material , em média, 30 por cento mais barato que o convencional. Segundo o responsável, só não pode ser usado em concreto estrutural:
Entrevista com José Rubens de Paiva Gomes-
engenheiro responsável técnico pela estação :
"Esse material é usado muito bem para fazer base e sub -base de asfalto, aquela camada de asfalto, embaixo vai outro material, ele substitui uma brita nova sem problema nenhum.Bloco, manilha, sargeta, sem problema nenhum para fazer uma parede , um muro, o bloco desse não tem problema. Os aterros estão acabando- a hora que os aterros acabarem o que vamos fazer com o entulho, vai gerar carbono para levar o problema para outra cidade."

Estação Resgate
site : www.estacaoresgate.com.br
Rua Minerva, 156 - Perdizes -
CEP: 05007-030 - São Paulo - SP - Brasil
Fone: (11) 2503-3500

Autor:
Editora-Chefe:Vera Diegoli. Reportagem:Márcia Bongiovanni. Edição de Texto:Mariene Pádua

Escrito por marizete assis às 17h27
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14/12/2010


INSTITUTO BUTANTAN DÁ O EXEMPLO

14/12/2010 - 04h12
Reflorestamento na Mata Atlântica

Por Redação Agência Fapesp

Agência FAPESP – O Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, irá recuperar uma área de 27 hectares da Mata Atlântica da Fazenda São Joaquim, em Araçariguama, na região de Sorocaba (SP). A fazenda abriga cavalos utilizados no processo de produção de soros do instituto.

A iniciativa é fruto de parceria entre o instituto, a ONG Pé de Planta e a concessionária CCR Via Oeste. O projeto prevê o plantio de 46 mil mudas de árvores e servirá como compensação ambiental de obras realizadas pela Via Oeste.

Segundo o Butantan, estão previstos também o tratamento do solo da fazenda, a restauração de um espaço que servirá de alojamento para veterinários e a construção de três piquetes com todas as especificações ambientais legais.

O projeto pretende ainda promover trabalhos de educação ambiental com os funcionários e crianças da Fazenda São Joaquim.


(Envolverde/Agência Fapesp)

Escrito por marizete assis às 23h05
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QUEDA NO DESMATAMENTO

 

 

14/12/2010 - 01h12
Queda do desmatamento é quase o dobro na região da Arco Verde

Por Paulenir Constancio e Carlos Américo, do MMA

A maioria dos 43 municípios que mais desmatam na Amazônia, o chamado arco de fogo, apresentou índices de desmatamento abaixo da média do bioma. A redução chegou a 23%, contra os 14,6% medidos pelo Prodes entre agosto de 2009 e julho de 2010. Os números foram apresentados nesta segunda-feira (13/12), em balanço da Operação Arco Verde Terra Legal, conjunto de medidas que começaram com o mutirão realizado em 2009 e durante todo este ano levou sustentabilidade e regularização fundiária à região.

No II Encontro Nacional da Operação Arco Verde, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que essa queda do desmatamento da Amazônia, em especial nos municípios da operação, é o resultado das atividades de comando e controle e de alternativas de desenvolvimento sustentável.

"A Arco Verde mostra que tem saída. É possível reduzir o desmatamento e ter desenvolvimento na Amazônia. Se  fecha uma propriedade ilegal, tem que dar renda, educação e oportunidade para o desenvolvimento sustentável local. E a Operação Arco Verde dá isso", ressaltou a ministra. Para a ministra, só tem sentido discutir o planeta se a gente pode resolver os problemas das realidades das pessoas.

Para ela, a base da Arco Verde é que atende à sociedade, ouve suas demandas e cria alternativas sustentáveis de acordo com a necessidade de cada município. "Dá para todo mundo produzir e viver na terra, ajudar o desenvolvimento do país sem ir contra a lei ambiental", avalia a ministra.

Paragominas, no sul do Pará, onde as medidas de repressão culminaram com a queima de veículos de fiscalização e da sede do Ibama, é o primeiro a sair da lista dos maiores desmatadores. Comparado com o período anterior, o município reduziu em 13% a área desmatada.

No encontro, que reuniu prefeitos, secretários municipais de meio ambiente e autoridades do governo federal em Brasília, ficou prevista a criação, em 2011, de um sistema de monitoramento municipal. A ideia é acompanhar de perto a evolução da redução das áreas desmatadas e poder cobrar dos governos estaduais e federal que sejam cumpridos os acordos da operação.

Paragominas deixa a lista depois de ter georreferenciado todas as propriedades do município, conseguir o Cadastro Ambiental Rural, o CAR, para 80% das propriedades e reduzir de 300 para 16 o número de serrarias em atividade. De acordo com o vice-prefeito, Paulo Tocantins, "a situação agora está sob controle". Ele explica que inicialmente a atividade produtiva municipal - que depende em parte do carvão e da extração da madeira - teve uma pequena redução, mas que já começa a mostrar sinais de crescimento sem desmatamento ilegal. Para ele, o próximo passo é inibir o desmatamento nos assentamentos. Ele avalia que são mais de 1.000 famílias assentadas onde a sustentabilidade está chegando aos poucos. "Estamos fazendo pactos, envolvendo toda a sociedade para chegar aos resultados", explica.

Segundo Paulo Cabral, secretário-executivo da Arco Verde, existem políticas de médio e longo prazos que precisam ser implementadas para levar sustentabilidade aos municípios amparados pelo programa. Em 2011, o esforço do governo, estados e municípios será no sentido de levar assistência técnica, crédito, transferência de tecnologia e avançar na regularização fundiária. São etapas onde, segundo esclarece, o envolvimento dos produtores e da sociedade é fundamental. As ações, que envolvem 14 órgãos públicos, têm como meta a mudança da economia nesses municípios. Muitos ainda têm a economia local atrelada à exploração predatória dos recursos naturais, principalmente a madeira.

Terra Legal - A operação Arco Verde empreendeu 2,2 mil ações, das quais mais de 85% foram concluídas e as demais são de longo prazo ou contínuas. O programa Terra Legal, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, promoveu a regularização fundiária de mais de 285 propriedade rurais e 17 urbanas, e tem cadastradas 21 mil propriedades.

A Arco Verde também investiu R$ 317 milhões em financiamento de atividades de agricultura e pecuária. O desafio para o próximo ano continua a mudança do modelo produtivo dos municípios que mais desmatam para a sustentabilidade.

Mudanças climáticas

A ministra Izabella falou com jornalista, na entrada do evento, sobre o resultado da 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-16). Para ela, em Cancún venceu o multilateralismo, com uma grande capacidade de negociação entre os participantes. Segundo ela, a delegação brasileira teve um papel estratégico nos debates sobre um acordo pós- Protocolo de Quioto, REDD + e fundo de adaptação.

Segundo a ministra, o êxito da reunião foi porque o governo mexicano escolheu temas, no chamado "pacote balanceado",  para orientar as negociações. "Esses temas fizeram avançar a agenda do clima e fez com que Cancún tivesse uma declaração política. O resultado de Cancún é um resultado político de vários países para construir uma ação coordenada sobre clima", destacou. Não estava na pauta da COP-16 um acordo global.

Fundo de Adaptação foi a surpresa da COP 16. Tínhamos dificuldades nas negociações, mas conseguimos fechar um modelo bastante razoável, em que o fundo fica sob o guarda-chuva da convenção e gerido pelo Banco Mundial, com comitê composto por países desenvolvidos e emergentes, explicou a ministra. Ela também ressaltou o êxito nas discussões sobre REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), mecanismo que pode gerar pagamento pela proteção das florestas.

Por outro lado, a discussão sobre o Protocolo de Quioto foi o ponto fraco da reunião. Muito países desenvolvidos, de acordo com ela, sequer admitiam discutir um segundo período de compromisso do protocolo  que tem metas de redução de emissão para os países desenvolvidos. Ela destacou como positivo que as negociações sobre pós-Quioto continuam abertas.

O anúncio do decreto sobre os cenários de redução de emissões, o primeiro do mundo a apresentar metas, foi aplaudido na COP 16. "Isso nos colocou com mais protagonismo internacional. O Brasil sempre teve esse papel porque é um país de economia emergente, com uma equipe diplomática e técnica de alta qualidade no tema", ressaltou. "Neste ano, o Brasil está de parabéns com os resultados das convenções do Clima e da Biodiversidade", finalizou.


(Envolverde/MMA)

Escrito por marizete assis às 23h02
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TROCA-SE FLORESTA POR VOTO

NOVO CÓDIGO FLORESTAL, MAIS UMA AMEAÇA A VISTA!

 

Enquanto o Brasil comemora a redução marcante do desmatamento, lá no Congresso, entre os dias 14 e 15/12, estará sendo votada às pressas, o novo código florestal, por imposição e pressão da bancada ruralista.Os ambientalistas dizem estar preocupados com a agilidade do processo. Para eles, as alterações feitas na lei causariam impactos irreversíveis ao meio ambiente.

“O Observatório do Clima fez um estudo. Se o Código for aprovado, o desmatamento no país vai aumentar 12 vezes”, ressalta a coordenadora da Campanha de Clima do Greenpeace, Nicole Oliveira.

O líder do Governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), anunciou publicamente, na última semana, um acordo com líderes da bancada ruralista para que a votação acontecesse em regime de urgência. De olho na presidência da casa em 2011, o líder do governo já anunciou que topa trocar o futuro de nossas florestas por votos para sua campanha rumo ao poder.Apesar da pressa, são os próprios parlamentares os primeiros a mostrarem-se despreparados para a votação. Em entrevista ao Blog do Planeta, da revista Época, Vaccarezza demonstrou total desconhecimento do texto que muda o Código Florestal. Questionado sobre as brechas que o projeto de lei abre para mais desmatamento e mais emissões de gases-estufa, ele se perde: “Eu não sei. É melhor você conversar com o relator do projeto. Ainda não me debrucei em uma análise mais detida”. Cientistas e organizações ambientalistas, porém, já se deram a esse trabalho. E a conclusão é uma só: caso a proposta passe, seria inviável para o Brasil honrar as metas assumidas na conferência da ONU sobre mudanças climáticas de 2009, em Copenhague, que prevêem a redução até 2020 de 36% a 39% de nossas emissões de gases-estufa. “Se esse projeto de lei for aprovado, todos os esforços que levaram à queda do desmatamento na Amazônia nos últimos anos poderão ir por água abaixo".


As mudanças do Código Florestal foram sugeridas por um relatório de autoria do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Uma das alterações anistia os produtores de multa por desmatamentos feitos antes de julho de 2008.
Além disso, os estados terão cinco anos para elaborar um programa de regularização ambiental. Caso o projeto seja aprovado e entre em vigor em 2011, as punições começariam apenas em 2016. Até lá, quem desmatar não será multado.
Também, o projeto desobriga a manutenção de Reserva Legal – áreas de floresta dentro de uma propriedade rural – para propriedades de até quatro módulos fiscais, que representam em torno de 90% dos imóveis rurais no país.

Escrito por marizete assis às 22h59
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COP 16... QUANTAS MAIS TERÃO DE EXISTIR?

 

 

Oficialmente a COP16 realizada entre os dias 29 de novembro a 10 de dezembro, terminou deixando um acordo histórico onde os 194 países concordaram que é preciso fazer algo para evitar o aquecimento global em mais de 2º C, sob o risco de tornar seus efeitos catastróficos e irreversíveis. Segundo os relatos oficiais, isso parece pouco, mas até hoje a Convenção, que já tem quase 20 anos, ainda não tinha um texto que reconhecesse o alerta dos cientistas de que o aumento da temperatura na Terra era uma ameaça à vida no planeta. O Acordo de Cancún deixou para a próxima Conferência (COP 17), em Durban, na Africa do Sul, o estabelecimento das metas de redução, necessárias para evitar o aquecimento e que vão substituir o Protocolo de Kyoto, em vigor só até 2011.

O Acordo de Cancún teve outros avanços importantes. Um deles foi a criação do Fundo Verde, que vai arrecadar US$ 30 bilhões dos países ricos (entre eles EUA, Japão e os países da União Européia) até 2012 e, a partir daí, mais US$ 100 bilhões por ano para financiar a adaptação dos países pobres e emergentes aos efeitos das mudanças climáticas. O Fundo será gerido inicialmente pelo Banco Mundial e depois por um comitê a ser criado pela Convenção do Clima.

Outra conquista de Cancún foi a definição de uma ajuda financeira aos países que mantêm suas florestas, como Brasil, Indonésia e Congo, por meio de um mecanismo chamado REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação). Em princípio, o Brasil não receberá investimentos já que o primeiro valor sera destinado ao monitoramento das florestas e isso o país já faz e bem.

Também ficou acordado que EUA, China e todos os maiores emissores de gases de efeito estufa serão inspecionados para assegurar que os cortes definidos serão mesmo feitos.

O Brasil se antecipou ao anunciar, voluntariamente, um limite para as emissões, regulamentando o decreto de implementação da Política Nacional de Mudanças Climáticas. O texto das Convenções do Clima e da Biodiversidade, por dependerem do consenso de 194 países que têm em alguns casos interesses antagônicos, acabam indicando o que ainda está por vir. O fato de o Brasil reduzir suas emissões é um sinal de que o país está atento e disposto a entrar na corrida verde, determinante para o futuro da economia.

Assim como fez na COP de Biodiversidade em Nagoya, a Bolívia, apesar de não comprometer o acordo, pediu para deixar registado que não apóia o texto, considerado vago demais. Venezuela e Arábia saudita, assim como Cuba, também se disseram insatisfeitos.

Para os ambientalistas, porém, a situação não passou de um engodo, e a conferência nadou, mas acabou morrendo nas praias de Cancún.
Não se sabe como serão distribuídos os recursos financeiros prometidos na COP15, em Copenhague, para que os países em desenvolvimento se adaptem às mudanças climáticas. Não se sabe como fica o regime da redução das emissões pelas florestas dentro de um plano de controle do aquecimento global.

No acordo sobre como devem se portar os países emergentes que hoje emitem grandes volumes de gases-estufa, como Brasil, Índia e China, sobraram palavras desprovidas de intenção. As metas de redução de emissões desapareceram e permaneceu apenas uma indicação de que esses países levam em consideração as evidências do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), que coloca um aquecimento de 2ºC como perigoso.

Apesar de a ganância ter sido novamente colocada acima da vida, na ‘Declaração de Cancun’, os setores populares asseguram que a luta não chegou ao fim e que continuarão impulsionando o nascimento de uma civilização em que a vida em todas as suas formas seja o centro de tudo.

Comprometeram-se também a ‘continuar caminhando na construção de um movimento forte, multisetorial e unificado em defesa da natureza por meio da conscientização, educação e organização de base; aprofundar as propostas presentes no Acordo de Cochabamba; avaliar as possibilidades de uma consulta popular, de uma nova cúpula dos povos e de outras formas de envolvimento dos setores populares; assim como aumentar a organização e pressão sobre os governos nacionais e internacionais’.

Fica claro que o destino do planeta está cada vez mais nas mãos da sociedade. A ela foi jogada a responsabilidade de construir um futuro sem desmatamento, com energias limpas, mais justiça e com uma economia verde. A bola está conosco.

Escrito por marizete assis às 22h26
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25/10/2010


 
 

RECICLAGEM DO VIDRO

Os produtos de vidro devem ser separados por tipo e cores. Por exemplo, as embalagens de geléia e os copos comuns não devem ser misturados aos vidros de janela. As cores mais comuns são o âmbar (garrafas de cerveja e produtos químicos), o translúcido ou "branco" (compotas), verde (refrigerantes) e azul (vinho).

O vidro usado retorna às vidrarias, onde é lavado, triturado e misturado com mais areia, calcário, sódio e outros minerais. Tudo é derretido em fornos com temperatura de até 1500 ºC.

Em média, 1/3 dos vidros usados são empregados como matéria-prima para fabricação de novas embalagens de vidro.

Categoria: Curiosidades
Escrito por marizete assis às 12h06
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15/10/2010


 
 

PENSE NISSO

   A humanidade já consome 30% mais recursos naturais do que a capacidade de renovação do planeta. A reciclagem, portanto, deve ser uma questão de hábito e pequenas mudanças têm grande impacto no futuro.


Categoria: Pense Nisso
Escrito por marizete assis às 19h40
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SEM SACOLAS PLÁSTICAS COMO FICA O LIXO?

Sem sacolas plásticas, como vou fazer com meu lixo?

A melhor coisa a fazer é aprender a separar e destinar corretamente o lixo doméstico.

por Diogo Silva


Tipo de lixo - O lixo doméstico pode ser dividido em três categorias: resíduos orgânicos (restos de comida, cabelo, podas de jardim etc), resíduos secos (composto, em sua maioria, de materiais recicláveis) e lixo de banheiro. Isso significa que devemos ter em casa três recipientes diferentes, um para cada tipo de lixo. Em uma situação ideal, onde podemos contar com a coleta seletiva, cada um deles deverá ter uma destinação diferente: resíduos orgânicos seguem para compostagem, materiais recicláveis vão para a reciclagem e o lixo de banheiro diretamente para os aterros sanitários. Porém, só 10% das cidades brasileiras contam com a coleta seletiva – e muito menos que isso conta com sistemas de compostagem. Então, resta ao consumidor consciente separar seus materiais recicláveis e levá-los para pontos de entrega voluntária (PEVs) disponíveis em muitas redes de supermercados, ou destiná-los diretamente à cooperativas de catadores, existentes em praticamente todas as cidades brasileiras.

É justamente na hora da separação dos materiais recicláveis que entra a grande dica para redução do uso de sacolas plásticas como saquinhos de lixo. Os materiais recicláveis são também conhecidos como “lixo seco”, ou seja, não é preciso colocá-los em sacos plásticos para impedir que escorram ou dêem mau cheiro e atraiam baratas e ratos, como ocorre com o lixo úmido. Separe seus materiais recicláveis – papéis, plásticos, vidros, metais – em caixas ou sacos de lixo maiores e os e os deposite diretamente nos coletores corretos. Outra dica importante é trazer de volta a caixa ou saco para serem utilizados novamente.

Porém muitos recicláveis são embalagens sujas de restos de alimentos. O que fazer? Basta limpá-las antes de descartar! Muitos podem questionar, dizendo que resolvemos um problema ambiental, mas criamos outro ou aumentar o consumo de água. Aí entra novamente o discurso da mudança de hábitos: como você lava sua louça? A água usada para enxaguar os copos pode ser reaproveitada também nos recicláveis. Por exemplo: jogue a água de enxágüe dentro da embalagem longa-vida do creme de leite, chacoalhe, retire o excesso e pronto. Não precisa lavar de verdade! Não precisa gastar água e sabão lavando os recicláveis, mas é importante uma limpeza leve para tirar o grosso e impedir justamente que aqueles resíduos orgânicos contidos ali atraiam transmissores de doenças. Esse procedimento é importante também se pensarmos que aqueles recicláveis serão manuseados por outras pessoas como catadores e triadores.

Agora, sobre os sacos de lixo - Você sabia que muitos sacos de lixo são fabricados com material reciclado? Pois é! As sacolas plásticas dos supermercados não podem ser confeccionadas com material reciclado por determinação da ANVISA, porque entram em contato com alimentos. Assim, cada sacolinha é uma nova sacolinha, feita de matéria-prima virgem. Já os sacos de lixo não precisam deste cuidado e muitas empresas fazem sacos de lixo com material reciclado – e isto é um ganho ambiental significativo. Os sacos de lixo são fabricados a partir de resíduos plásticos pós-consumo e aparas pré-consumo (aquelas que ficam no chão da fábrica ou produtos defeituosos).

Ou seja, usando sacos de lixo de material reciclado você ajuda a diminuir a pressão sobre recursos naturais não-renováveis (petróleo e gás natural, do que é feito o plástico) e a diminuir a quantidade de resíduos despejados na natureza. Ainda que separemos nosso lixo corretamente, vamos precisar de sacos plásticos para acondicionar os resíduos orgânicos e o lixo de banheiro. Se você puder optar pelos sacos de lixo reciclados, ótimo! Se não puder, não tem problemas usar as sacolas plásticas. O que importa é usar de maneira consciente.

Reduza seu consumo de sacolas plásticas, use sacos de lixo reciclados, separe seus materiais recicláveis e exija de sua prefeitura a estruturação de um sistema de coleta seletiva. A solução é trabalhosa – exige que mudemos nossos hábitos frente ao lixo que geramos – mas só será construído com o envolvimento de cada um e de todos nós. Saco é um saco. Para cidade, para o planeta, para o futuro e para você!

Fonte: Campanha Saco é um Saco / Ministério do Meio Ambiente

Escrito por marizete assis às 19h21
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SACOLAS OXIBIO - SERÁ A SAÍDA?


Grandes redes de varejo estão utilizando sacolas chamadas oxibiodegradáveis. A iniciativa tem como objetivo diminuir o impacto no meio ambiente , porém não desestimula o consumidor a utilizar as sacolinhas distribuídas pelas lojas ao invés de carregarem as suas próprias.

Estas sacolas "oxibio" são fabricadas com materiais que se degradam em apenas 3 meses se estiverem expostas ao sol ou 18 meses se guardadas dentro de casa, contra as comuns que levariam cerca de 300 anos para se decompor. A polêmica instalada, é de que elas são confeccionadas a partir de combustíveis fósseis, da mesma forma que as comuns, o que agride o meio ambiente contribuindo com o aquecimento global, porém, elas possuem um aditivo que acelera a sua decomposição. A campanha do ministério Saco é um Saco diz algo diferente: que o plástico com aditivo "apenas se fragmenta em pedaços menores, muito mais difíceis de conter que um saco plástico inteiro". E podem, assim, acabar se depositando em rios, ingeridos por peixes e outros animais.

O mais importante nessa historia toda é ressaltar para o consumidor a importância do controle e diminuição, mesmo que gradativa, do uso de sacolas plásticas, o que já vem acontecendo no país segundo estudos, em 2007 foram usadas 17,9 bilhões de sacolas, no ano passado, o número caiu para 15 bilhões a expectativa é chegar aos 14 bilhões neste ano.

Ao meu ver, o melhor mesmo é voltarmos a utilizar aquelas boas e velhas sacolas que chamávamos de “sacolas de feira”, e que os fabricantes de refrigerantes voltem a investir em garrafas de vidro com maior empenho o que além de ecológico, barateia a venda do produto ao consumidor e beneficia o vendedor porque o cliente tem de retornar ao mesmo local onde comprou para devolver o recipiente.

Aí está a lógica de tudo, ou melhor, a Eco Lógika.

Escrito por marizete assis às 19h07
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AMAZONIA SUSTENTÁVEL

14/10/2010 - 04h10
Plano Amazônia Sustentável pode sofrer alterações

Por Redação Amazônia.org.br

O Plano Amazônia Sustentável (PAS), principal plano para a Amazônia e legado da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, será revisto pelo governo e sua nova versão deverá incluir projetos de mineração e defesa de grandes hidrelétricas.  As informações são do jornal Folha de São Paulo.

A reforma no documento começou a ser debatida ontem (13) durante um seminário organizado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).  O órgão é responsável pela execução do plano.

O PAS demorou três anos para ser construído e deveria dar diretrizes para o desenvolvimento da região, porém nunca foi colocado em prática.  A SAE alega que não possui "porte" para executá-lo e que o documento não possui metas concretas.

Izabella Teixeira, ministra do meio ambiente, também criticou pontos do documento durante o evento de ontem.  Segundo ela existe um excesso de "preservacionismo" na política ambiental.

Tanto a ministra do meio ambiente quanto o ministro Samuel Guimarães, da SAE, acreditam que é necessário corrigir lacunas.  Uma das "lacunas" é a presença dos militares.  Eles foram excluídos do plano de Marina e não concordam com certos princípios defendidos pela ex-ministra, como grandes terras indígenas contínuas em fronteiras.

Outra lacuna são os temas Energia e Mineração.  O PAS original critica a atividade mineradora, afirmando que ela "não impulsiona políticas de desenvolvimento endógeno".  Já o governo quer ampliar a exploração do potencial mineral da Amazônia.  Isso inclui a montagem de um pólo petroquímico em Manaus, que use o gás natural de Urucu e o potássio de jazidas que a Petrobras possui em Nova Olinda (AM).

O secretário-executivo da SAE, Luiz Alfredo Salomão lembrou que as hidrelétricas do Madeira e do Xingu não estavam em construção quando o PAS foi lançado, nem estavam previstos investimentos de US$ 22 bilhões em mineração, que incluem a duplicação da produção de ferro Em Carajás.

Diretrizes para o próximo governo O momento para tratar sobre tais mudanças não poderia ser pior, já que o assunto ambiental pode contar votos na corrida presidencial.  Tanto Dilma Rousseff como José Serra tentam atrair a candidata Marina e seus 20 milhões de eleitores no segundo turno.

Quando decidiu lançá-lo, em maio de 2008, o presidente Lula entregou sua execução à SAE, então chefiada por Mangabeira Unger, alegando que Marina não era "isenta".  Foi o estopim da demissão da ministra.


(Envolverde/Amazônia.org.br)


© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Escrito por marizete assis às 18h22
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06/10/2010


 
 

VOCÊ SABIA...

... que, se 1 milhão de pessoas usassem o verso do papel ao imprimir para desenhar ou escrever, a área de preservação de floresta não desmatada seria o equivalente a 18 campos de futebol?

Pense nisso!!!

 

Categoria: Curiosidades
Escrito por marizete assis às 14h32
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